quinta-feira, 27 de abril de 2017
quinta-feira, 13 de abril de 2017
PÁSCOA
CASCAS
QUEBRADAS
A memória mais antiga
que tenho da Páscoa é ter visto através da fechadura, o meu coelho pai andando
pelo quintal de casa com uma sacola na mão, escondendo os ovos pelo caminho e
em lugares inimagináveis e incansáveis aos bracinhos de uma criança. Podia ver
com meus olhos curiosos, a verdade de um sonho de criança. Ovos em sua maioria
de galinha, pintados à mão e recheados com amendoim e balinhas de açúcar faziam
meus olhos brilharem de felicidade e encantamento. No entanto, a partir daquele
buraco da fechadura, a Páscoa nunca mais seria a mesma. E eu me pergunto hoje
depois de todos essas Páscoas, o que Jesus quis dizer com as palavras: “Conhecereis
a verdade, e a verdade vos libertará. ” João 8:32
Levei pouco mais de 8
anos para descobrir que era meu pai quem escondia os ovos na manhã de Páscoa e
levei mais 44 anos para me conhecer e compreender a verdade da qual Jesus
falava. Revelação sobre a minha essência, quem eu realmente sou e o que vim
fazer aqui. Cada ovo encontrado e quebrado me levou mais para perto de Jesus e
mais eu pude ver a verdade da qual ele falava. As cascas que me aprisionavam
foram quebradas e de dentro delas surgiu um brilho ofuscante que revelou todo o
meu potencial e verdade. Haviam cascas de orgulho, tristeza, vergonha, culpa,
medo, raiva e dor. Todas elas foram quebradas para dar lugar ao amor, a bondade
e a generosidade.
Cascas que não se
quebram apodrecem e cheiram mal. São cascas mortas. Jesus falou da verdade que
liberta do medo, da dor, da culpa, e de todas as outras emoções inerentes a nós
seres humanos. Jesus também foi homem, também sofreu com as emoções que fazem
parte de nós. Mas ele sabe que essas emoções não nos definem. Ele sabe que é
possível conviver com elas de forma harmoniosa. Podemos olhar pelo buraco da
fechadura e conhecer a verdade que nos liberta. Podemos ver a luz que irradia
de nós quando a vida desponta depois da morte através da Páscoa.
E você, está preparado
para quebrar as cascas nesta Páscoa?
segunda-feira, 27 de março de 2017
Mas afinal, o trabalho está para a aposentadoria?
Mas afinal, o trabalho está para a aposentadoria?
Quando meu pai completou 40 anos ele costumava
dizer sorrindo que a vida começava ali. Dizia ainda que estava dobrando o cabo
da boa esperança. Talvez ele quisesse dizer que finalmente haveria esperança
para desfrutar dos anos de trabalho árduo atrás de um balcão de farmácia onde passou
grande parte da sua vida tirando o sustento para a família. Ou quem sabe via ali finalmente a
possibilidade de se aposentar e aproveitar a vida.
A geração baby boom ou pós-guerra,
fruto de uma história de escassez, opressão e sofrimento, chegava aos 14 anos e
já era considerado um adulto pronto para iniciar a vida profissional como um
aprendiz. Se o pai era marceneiro, o filho também seria. Pouco importava o
querer, o sonhar, ou qualquer outra manifestação verbal. Cabia ao jovem fazer o
que lhe era dito. Era algo implícito, não havia a necessidade de preparação ou
diálogo sobre algo tão óbvio. Iniciar a vida adulta aos 14 anos com a carteira
assinada e trabalhar durante 35 anos para depois enfim, gozar a vida com a
promessa de uma aposentadoria justa e folgada.
Vê-se hoje o Brasil passar
por uma grande reforma da previdência pública visto que a constatação é óbvia:
não haverá receita suficiente para pagar todos os aposentados em poucos anos. O ajuste não será somente em termos materiais,
mas há que se pensar que o trabalho não estará mais para a aposentadoria. Não
haverá mais a cenoura da aposentadoria e agora? Estamos atravessando o corredor
da mudança e sem a cenoura talvez não haja porque tanto sacrifício. Há que se
reformular e buscar novos recursos para compreender finalmente o sentido do
trabalho na vida. Qual será a cenoura que atrairá a atual geração?
segunda-feira, 20 de março de 2017
segunda-feira, 13 de março de 2017
Rompendo padrões de comportamento
Reivindicações são neutralizadas
a partir de uma decisão de mudar o meu comportamento, rompendo com a
expectativa do outro em atender suas próprias demandas de carências ou necessidades
infantis.
O poder de mudar todo e qualquer círculo vicioso está na decisão que
tomo, e para isso é preciso a coragem e o enfrentamento das minhas fraquezas e
demandas infantis. Quando sou eu mesmo que crio a realidade em que vivo e ajudo
a reproduzir no outro um comportamento que me desagrada, é unicamente de minha
responsabilidade tomar a decisão de virar a mesa. É a partir da minha mudança
interna que percebo a raiz do incômodo, frustração ou infelicidade que acredito
ser de responsabilidade do outro.
Tomando distância do incômodo
posso perceber a dinâmica que produz continuamente o comportamento indesejado e
portanto, viciado, repetitivo e a força que mobilizo para me manter nessa
energia sofredora. Quando subo um degrau de entendimento sou capaz de romper
com o padrão estabelecido e reprogramo minha mente sendo capaz de criar uma
nova realidade trazendo mais leveza, autonomia e consciência. Saio enfim da
resistência, da dependência e da inconsciência tomando as rédeas do meu
destino, conferindo-me autoridade, integridade e dignidade.
A minha mudança interna
provoca um distanciamento e uma tomada de consciência no outro fazendo com que
também passe a perceber uma quebra do padrão vigente. Talvez haja certa
resistência no começo, no entanto, a mudança brusca de comportamento
desestabiliza o outro fazendo com que procure um apoio no que já não mais
existe. Dessa forma tenta rapidamente reconstruir o padrão habitual, mas só
conseguirá atingir seu objetivo se ainda eu estiver fragilizado em minhas
demandas. Por isso é necessário que eu sustente minha decisão e me mantenha firme
no novo eixo até que o equilíbrio se manifeste.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
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